quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Nós cegos

Família é algo curioso. Você passa anos sem encontrar os parentes e, mesmo assim, o amor incondicional está lá. É mais que laço, é nó cego. Não tem como desatar.

O carinho criado na infância fica adormecido, mas quando você encontra com essas pessoas lembra que todo aquele amor continua lá. Mesmo aquelas pessoas que não seriam suas amigas por opção e que você se afastou por falta de afinidade tem lá um espaço especial no coração.

Hoje vi primos e tios que não via há muito tempo. A ocasião era triste. O enterro de um tio, irmão do meu pai. Mas como já contei aqui no post anterior, estou na fase de aprender com as tristezas e até nesse encontro consegui achar um motivo de felicidade. Ver pessoas queridas me fez bem.

É verdade que já existiram muitas desavenças entre mim e minha família. Principalmente na adolescência, eu me sentia incompreendida, injustiçada com as críticas, magoada com o tratamento que eu recebia muitas vezes. Mas se tem algo que os 30 anos trazem é a resiliência. Como diz aquela música-chiclete "what doesn't kill you makes you stonger".

Uma das minhas primas que perdeu o marido recentemente me lembrou que é nessas horas que a gente vê que não dá a atenção que deveria às pessoas queridas. E ela tem razão. Há anos devo visitas a algumas tias que adoro. Elas sempre me convidam para ir à casa delas e eu sempre digo que vou, mas acabo me enrolando na rotina e não apareço. Logo eu que vivo cobrando a presença da minha sobrinha que desapareceu depois que começou a namorar.

Assumi esse compromisso comigo mesma hoje. Já que minhas resoluções para este ainda não estão fechadas vou começar com esta: pagar as visitas que devo às pessoas que eu quero bem. Mostrar a quem eu gosto a importância que eles têm na minha vida.

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