domingo, 25 de novembro de 2012

Autolimitações

Pronto, as férias acabaram. E com elas também a minha limitação de busca pelo emprego. Agora, além dos frilas, posso também ir atrás de empregos fixos. Mas não é tão fácil. Além da dificuldade de encontrar vagas em uma área em crise, com um jornal fechando em cada esquina, ainda tem minhas próprias barreiras.

Crio uma porção de autolimitações. A do momento é a língua inglesa. Simplesmente não consigo ser fluente no idioma. Todas as minhas ideias para resolver este problema ficam nos planos e não tomo nenhuma atitude concreta para resolver isso.

Na teoria é simples. Eu sei qual é minha limitação. Deveria traçar um plano e resolvê-la. Simples assim. Mas não, eu tenho preferido vestir a carapuça de vítima e ficar reclamando: eu não sei, eu não consigo, eu não posso...

E pensar que quando eu fui estudar letras, eu que achava que a faculdade iria me ajudar. Pelo contrário. Agora eu sinto vergonha de, mesmo com um diploma em inglês, não ser fluente.

O que me resta? Aproveitar que amanhã é segunda-feira, dia oficial dos começos, traçar um real plano de ação e resolver de uma vez por todas este problema. Chega de me esconder atrás das minhas autolimitações. Gente chata quem só reclama, né?

domingo, 4 de novembro de 2012

Não mais

É o fim da capa plástica no sofá. Não é preciso mais apertar a tampa do lixo para que ela não abra no meio da noite ao ser derrubada em busca de um ossinho. Sem mais necessidade de esconder no micro-ondas as sobrinhas da comida. Acabaram as patinhas estendidas para chamar atenção. Sem mais miados desesperados pedindo um pedaço de carne, um pão de queijo ou uma fatia de muçarela. Chega de barriga para cima no corredor. De preguiça embaixo do edredom.

O Chiquinho foi pro céu dos gatos. Encontrar São Francisco e os outros anjos de quatro patas que tanto alegraram as nossas vidas um dia. A dor de perdê-lo é enorme, mas não chega nem perto do tamanho da felicidade de ter sido dona dele por mais de dez anos.

Descanse em paz, meu amor gato.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Anjos de patas

Bichos de estimação são seres curiosos. Mesmo sem dizer uma palavra (e até por isso), muitas vezes, são as nossas melhores companhias. Incontáveis são os dias tristes que já passei só com o Chico e a Preta do meu lado, como se quisessem dizer que nunca estou sozinha.

Agora que o Chico está doente, tenho pensado muito sobre o quanto os gatos são importantes para mim. Hoje o gato que já teve o apelido de Chico Pacotinho por sair correndo para pedir comida toda vez que a gente abria um pacote está recusando até carne moída. Triste demais.

Eu desde sempre amo gatinhos. Quando era pequena tinha vários. Um em especial, o Tico, era meu preferido. Ele nasceu lá em casa e não tinha um dos olhinhos. Acho que por ele ser diferente eu acabei me apegando mais a ele. Todos os dias o Tico me esperava chegar da escola para brincarmos de escolinha. Eu o ensinava a ler as sílabas na lousa. Ele ficava lá, do meu lado, sentado, ouvindo minhas histórias.

Os gatos são bichos com personalidade forte. Eu não conheço um gato que fique muito perto de quem não gosta deles. Só se for para deixar a pessoa com medo. E essa é a parte mais divertida dos gatos. Eles são donos de si. Talvez por isso eu os admire tanto. Eles sabem o poder que têm e usam isso a seu favor.

Não concordo quando dizem que os gatos gostam mais da casa que do dono. Eles só não gostam de mudar de casa. São mimados. Os criados com a vó do reino animal. Querem tudo do jeito deles. Depois que se tem gato, a casa segue algumas regras deles. Por exemplo, por mais que o dono tente, sem uma barreira física poderosa, não conseguirá deixar o bichano longe do sofá. Mas confesso que hoje uma boa afiada de unha no braço do sofá me deixaria bem feliz.