Pronto, as férias acabaram. E com elas também a minha limitação de busca pelo emprego. Agora, além dos frilas, posso também ir atrás de empregos fixos. Mas não é tão fácil. Além da dificuldade de encontrar vagas em uma área em crise, com um jornal fechando em cada esquina, ainda tem minhas próprias barreiras.
Crio uma porção de autolimitações. A do momento é a língua inglesa. Simplesmente não consigo ser fluente no idioma. Todas as minhas ideias para resolver este problema ficam nos planos e não tomo nenhuma atitude concreta para resolver isso.
Na teoria é simples. Eu sei qual é minha limitação. Deveria traçar um plano e resolvê-la. Simples assim. Mas não, eu tenho preferido vestir a carapuça de vítima e ficar reclamando: eu não sei, eu não consigo, eu não posso...
E pensar que quando eu fui estudar letras, eu que achava que a faculdade iria me ajudar. Pelo contrário. Agora eu sinto vergonha de, mesmo com um diploma em inglês, não ser fluente.
O que me resta? Aproveitar que amanhã é segunda-feira, dia oficial dos começos, traçar um real plano de ação e resolver de uma vez por todas este problema. Chega de me esconder atrás das minhas autolimitações. Gente chata quem só reclama, né?
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