quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Onde isso vai parar ou o post dos clichês?

Talvez seja só a idade chegando, mas eu tenho percebido muita violência ultimamente. Sem nenhuma perspectiva de melhora para um futuro próximo, isso me apavora. Parece que todo mundo resolveu que se ganha argumentação no tapa. Não basta a gente viver com medo da "bandidagem", para usar um termo da moda, agora temos que aguentar "a gente de bem querendo fazer justiça com as próprias mãos". Sério? Em 2014?

Ninguém em sã consciência acha que este País é um bom lugar para se viver. Sim, há muitos problemas, mas se todo mundo começar a impor sua opinião pela violência o negócio vai ficar ainda pior. Quando foi que o diálogo deixou de ter valor?

Minha experiência no jornalismo me faz entender que ano eleitoral é sempre um caos. Tende ao inferno. Quem está no poder quer queimar o filme da oposição. Quem está na oposição quer ver o circo pegar fogo. No meio disso tudo uma gente que defende ideais como se fossem verdades absolutas. E assim o caos vai reinando...

Um amigo lembrou que se colocarmos em prática o "olho por olho..." daqui a pouco estaremos todos cegos. Ele mesmo observou horas depois que já estamos. Mais que isso, estamos todos donos da verdade.

Seria ingenuidade da minha parte culpar as redes sociais pelo fenômeno de ver no outro todos os problemas do mundo, mas não há como negar que no Facebook é mais fácil acusar todo mundo sem olhar o próprio rabo. Não há dúvidas.

Seria bem mais simples se as pessoas aprendessem a se colocar no lugar do outro. É só não fazer para o outro o que você não quer que façam para você. Ou para a sua mãe. Ou para seu irmão. Mas as pessoas não têm mais esta preocupação. Parece que perderam a capacidade de ouvir, de observar, de sentir.

Cada "eu" no centro de seu próprio mundo. Com todo o empoderamento que "ter toda razão" lhe dá. Para que ponderar? Talvez este seja mais um dos defeitos que o jornalismo me proporcionou: ouvir o outro lado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário