quarta-feira, 13 de junho de 2012

O marketing pessoal

Se tem algo em que eu sou ruim é no marketing pessoal. Ruim demais. Eu mesma não acredito no que eu posso fazer e aí surge um dos maiores problemas na minha busca pelo emprego.

Em outras palavras: se eu já fosse funcionária da empresa e aquelas coisas todas que o entrevistador me pergunta se eu daria conta de fazer caíssem sobre a minha mesa para serem resolvidas até o fim do dia, muito provavelmente, elas seriam feitas sem problemas. Ou com problemas, mas seriam feitas. Só que quando alguém me pergunta "você sabe fazer isso?" eu sempre hesito em responder. Nunca acho que a gente saiba realmente se sabe fazer algo. Tudo é uma tentativa. Pode ser que algo que você faz diariamente, um dia, numa tentativa, não dê certo.

Por exemplo, durante um dos frilas que fiz este ano, precisamos confirmar uma informação no meio da madrugada. Eram três jornalistas na redação. Os três tentando. Eu tive a sorte de ter a ligação atendida e confirmei o fato, enquanto os outros dois colegas, tentando da mesma maneira que eu, não tiveram a mesma sorte. Podia ter sido eu a azarada. Aquele dia, por obra do destino não fui, mas em muitas outras ocasiões fui eu que dei azar.

Como é que eu vou dizer ao entrevistado: sim, eu consigo confirmar informações de mortes no meio da madrugada? Um dia eu consegui. No outro não. Não quer dizer que, por isso, eu não seja capaz de ter o cargo que tenha essa como uma das funções. Não é uma questão de não saber fazer. É que, às vezes _muitas vezes_, mesmo sabendo um jeito de fazer não é suficiente.

Sem contar que sempre achei de uma arrogância sem fim aquela gente que diz que sabe fazer tudo. Gente que se diz inteligente me dá sono.

Foi assim que cheguei à conclusão que meu problema não é não saber, mas é ter a consciência de que eu não sei. Porque se eu fosse ignorante, mas me achasse sabidona, eu seria boa em marketing pessoal e, provavelmente, a uma hora dessas já teria um bom emprego.

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