segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Apesar do sol, 13 de agosto

Me sinto em 13 de agosto. Em um daqueles dias carregados de maus agouros, como diz a "sabedoria" popular. Nem o lindo sol que brilha lá fora me dá vontade de tirar o pijama hoje. Uma noite de insônia e de sonhos ruins me deixou exausta.

Cá estou eu, em mais uma das minhas fases de incertezas que me congelam. O mais curioso é que eu nunca pensei que essa minha costumeira depressão por fim de fases viria depois de me formar na USP. Afinal, o curso era só uma diversão na minha vida.

Das três grandes crises anteriores da minha vida, duas foram nos finais de ciclos: quando terminei os Ensinos Fundamental e Médio. Terminar algo sempre me deixou em pânico. Talvez por isso eu tenha muito mais projetos começados do que acabados.

A verdade é que, desde o fim do ano passado, quando me formei, estou vivendo um certo luto por não saber bem o que farei daqui para a frente. Até aquele momento, eu podia não me comprometer com nada que me atrapalhasse as aulas. Só que agora não tenho mais essa desculpa. Quase um ao depois, a impressão que eu tenho é que minha vida continua no rascunho, sem nenhuma novidade, sem sair do marasmo.

A desculpa do momento é a viagem que farei em novembro. À medida que vai chegando mais perto, meu desespero vai aumentando porque é certo que quando eu voltar terei de dar um jeito na minha vida, só que eu não sei qual é esse jeito.

Os planos que tenho, ao mesmo tempo que me animam, ecoam na minhocasa a velha voz: "você vai estragar tudo. Você sempre estraga". E é essa a voz que não me deixa acreditar que só não realiza nada quem não tenta.

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