Ao menos nos relacionamentos interpessoais essa história de que os opostos se atraem me parece uma balela. Conversando com duas amigas em momentos diferentes ontem, percebi que tenho perto de mim pessoas que pensam como eu.
Não que eu concorde o tempo todo com os meus amigos (graças a Deus! Imagina uma geminiana nunca ter com quem argumentar?), mas a gente tem em comum um projeto de fazer desse um mundo melhor pelas mesmas vias.
Por exemplo, eu tenho grande dificuldade em conviver com gente folgada, que toma o espaço alheio sem cerimônia ou que incomoda lugares públicos com muito barulho ou bagunça. E assim são meus amigos.
Eu acho um absurdo a maneira como as empresas tratam os funcionários, exigindo uma postura que ela mesma não adota com eles, manterem um discurso de atitude vencedora e tratar seus colaboradores como lixo. Um monte de gente que eu conheço concorda comigo.
Acho que se a gente for educado com o mundo e com as pessoas ao redor, mesmo sabendo que muitas vezes não vai receber o mesmo respeito em troca, faremos deste um lugar melhor para se viver. Posso enumerar amigas que repetem o mesmo discurso.
É por isso que para os relacionamentos prefiro a definição da minha terapeuta: somos como sapatos. O pé direito é oposto ao esquerdo, sim, mas não dá para andar com rasteirinha em um pé e uma bota longa de salto no outro. E ter muita semelhança também não é positivo. Ou alguém consegue usar dois pés direitos de algum calçado, mesmo que seja um par de Havaianas? O ideal é que sejam semelhantes e opostos ao mesmo tempo.
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