quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Exaltando as qualidades

Semana passada, durante a sessão de terapia, a analista me convenceu de que eu sou corajosa. Eu nunca achei isso. Pelo contrário, sempre me senti uma grande banana (já até citei o problema no post Medo do sucesso).

Mas, em 50 minutos, ela conseguiu me mostrar o que eu não vi em mais de 30 anos: passei por diversas situações que deixariam muita gente apavorada, mas eu nem percebi que precisava de coragem para realizá-las.

Mesmo eu sendo o ser mais pensante do mundo (a minhocasa tem trabalho 24 horas por dia), muitas vezes, faço as coisas no automático. Como eu sempre acho que devo fazer o que esperam que eu faça da melhor maneira possível e que nunca vou dar conta, acabo pondo os atos corajosos no mesmo saco que os atos malfeitos.

Essa falta de autovalorização não me deixa ver que, na verdade, o acontecido exigiu de mim uma postura corajosa. Sem nem me dar conta, acabo desdenhando vários lampejos de coragem. Depois dessa observação estou quase me sentindo a Mulher Maravilha.

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