domingo, 18 de agosto de 2013

Eu e meu blog abandonado

Depois do último post, eu precisei de um tempo para colocar as ideias em dia. Como já expliquei algumas vezes, apesar de a escrita ter uma função catártica na minha vida, quando estou muito ansiosa nem ela me salva dos meus pensamentos. E o resultado é este aqui: um blog abandonado.

Mas vou ser justa. Não é só a minhocasa a mil que me faz deixar este espaço de lado. A falta de definição dele também me incomoda. A começar por este nome que está megadesatualizado. Depois, eu sempre acho que, como meus dramas são cíclicos, o blog fica repetitivo (é só ver os links no primeiro parágrafo deste post). Daí sempre penso em criar um novo blog, com alguma temática fixa, para aliviar esta angústia. Já cogitei criar um espaço com conteúdo fictício, falar só sobre corrida, focar nos problemas do trabalho ou do mercado de comunicação... No fim, tudo fica na pasta de projetos e nada se concretiza.

E como não adianta fugir da minha essência, hoje eu acordei precisando escrever e cá estou. É uma questão de sobrevivência para mim e, pensando nisso, eu me lembrei de um personagem da novela "A Vida da Gente", de Lícia Manzo. Novela com texto primoroso, exibida no horário das 18h, em 2012. Lourenço, interpretado por Leonardo Medeiros, passa a trama toda como um fracassado, um escritor que não vingou. Alguém que se sentia no rascunho, como eu muitas vezes. Lá em um determinado momento, ele para de escrever e vai tocar a vida como professor para garantir o pão de todo dia. Só que, no último capítulo, ele comenta que vai voltar porque senão vai sufocar.

É assim a escrita na minha vida. Se não puser em palavras o que está aqui dentro sufoco. Pensar o tempo todo é muito exaustivo e escrever é a única maneira que acho de aliviar este fluxo de consciência. Tomara que eu consiga manter posts mais frequentes daqui para a frente. Ideias não faltam.

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