Na teoria, eu sei: impossível agradar a todo mundo. Mas lá no fundo eu sou um ser humano normal que quer ser unanimidade, admirada por todos, gostável para todo mundo que souber da minha existência. Só que se tem uma coisa que anos de terapia me ensinaram foi que ou eu mudo a contento de quem eu quero agradar ou eu me conformo que posso ser não gostável.
Simples assim. Por muito tempo eu insisti na ideia de que eu sendo do meu jeito, as pessoas tinham de gostar de mim como eu era. Mentira. Eu gosto do jeito que eu sou, mas vai ter lá um montão de gente que me acha imbecil. Paciência.
Às vezes, eu acho que se eu entrasse na onda de fingir que gosto das mesmas coisas que a maioria, eu estaria mais perto do ser gostável. Com alguns, posso dizer que sou fã de Woody Allen. Com outros, falar de poesia francesa ou comentar o CQC da semana... Mas tenho sono. Posar de entendida dá preguiça. Não vou falar que achei o filme genial se dormi no cinema. Não é que eu ache bonita a minha ignorância, eu apenas tenho noção da existência dela. Se eu não sei, não sei.
OK, o título deste post é mentiroso. Eu não tenho orgulho de ser não gostável, eu apenas aprendi que essa é uma realidade inevitável. No dia a dia, não é raro eu me chatear quando percebo que as pessoas não gostam de mim, mas se eu também me dou o direito de não gostar de algumas pessoas não posso impedi-las.
Nenhum comentário:
Postar um comentário