sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Mudança de perspectiva

Uma das vantagens (ou desvantagens, depende do ponto de vista, como tudo nesta vida) de não se trabalhar é que sobra tempo para pensar no que eu quero da vida. E é o que eu tenho feito. Pensado. Muito. Sobre como será meu futuro principalmente.

Eu também tenho gastado um bom tempo refletindo sobre as minhas metas de 2012. Uma já foi cumprida: era correr a meia maratona no Rio. Estou na vantagem, já que no ano passado só comecei a cumprir minhas metas em novembro. Faltam duas: ter alta na terapia e conseguir um emprego bacana.

E, como todo mundo, para ter alta da terapia eu preciso resolver os problemas do passado. Aqueles que começam na infância, quando sua família ajuda a moldar seu modo de ver o mundo.

Por mais que eu saiba há tempos que quem tem de mudar sou eu, eu andava brava com o mundo, irritada com o fato de que ele não percebia meu esforço para mudar e com raiva das pessoas que foram, a meu ver, injustas comigo durante toda a vida. Mas esta semana eu me dei conta que estava sendo mimada e birrenta. Não adianta nada eu saber que sou que tenho de mudar se eu ainda continuar pensando "OK, eu mudo, mas os errados são eles".

Se o mundo não vai mudar, o que nos resta é perdoá-lo por não ser do jeito que a gente gostaria. Até porque se as coisas não atingem nossas expectativas não quer dizer que foi de propósito. Muitas vezes as pessoas fazem o melhor que podem e mesmo assim não é suficiente para nós.

Engraçado como esse simples pensamento de perdoar o mundo mudou a minha perspectiva.

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