Alguns dias de desemprego são mais simples que os outros. Sempre acordo cheia de ideias. Às vezes, coloco uma ou duas em prática e já me sinto animada, com o dia ganho. Mas, de vez em quando, nenhuma delas me faz levantar do sofá ou sair do Facebook.
Pior: em dias como hoje, não encontro maneira de colocar nenhuma das ideias em prática. Não é falta de vontade apenas, é falta de recursos. Não sei por onde começar.
Há semanas venho pensando em como será a minha vida quando eu voltar de viagem, no fim de novembro, e tenho tentado trabalhar neste tema todo dia. "Afinal, o que me faria feliz?" é a pergunta que precisa ser respondida.
Ontem, depois de finalmente ir à USP buscar meu diploma, cheguei em casa e mandei um par de currículos. Hoje acordei querendo conseguir um frila. São horas de pesquisa no Google para tentar fazer uma sugestão de pauta que agrade os editores. Mas, no fundo da minhocasa, tem um pensamento negativo, que não quer dar espaço para a esperança. Eu prevejo meu e-mail chegando na redação com outros 900 e indo direto para a lixeira, depois de uma passadela de olho.
Talvez fosse a hora de eu ler a coleção Poliana. Ou uma porção dessas auto-ajudas que prometem soluções milagrosas em poucos passos. Ou talvez fosse a hora de parar de pensar e apenas estar aberta para todas as oportunidades que aparecerem. Mas lá vem a minhoquinha com a pergunta: "vai aparecer?".
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